Se o amor tivesse um poema
Este seria o poema
E se tu meu amor, escapasses
Seria um problema.
Esperaria eternamente junto a uma janela
Para que voltasses, a voar
E viesses para ficar.
Escorrer lágrimas molhadas
Do meu peito e do meu olhar
Se não estás por perto,
Tornasse difícil o respirar.
Demora o tempo que precisares,
Podes atrasar-te assim...
Não existe escala que meça a magnitude da latitude
Do meu amor por ti.
Devemos existir no mesmo tempo e espaço
Dizem que não és certa para mim,
Já nem sei o que faço...
Quero fazer amor com a tua existência,
Embrulhar-me nas cores das tuas energias,
Depois recordar e masturbar-me com as memórias...
Quero perder-me a mim mesmo dentro de ti,
Até que me encontres e me deixes confinado à liberdade da tua prisão,
Até que todos os nossos pensamentos entrem em colisão.
Quero beber o suor do teu intelecto,
Ver o reflexo da luz da paixão em teu pescoço,
Gemido em uníssono eu ouço,
Despido até à nudez do amor puro,
Sente agora meu corpo duro, que arde...
Quero fazer amor com a minha cara metade.
Quero terminar e chegar ao clímax das palavras e ideias sem solução,
Quero que tu e eu sejamos um com a meditação.
Não quero sair deste infindável labirinto,
Porque isto é poesia
E é assim que eu a sinto.