terça-feira, 28 de setembro de 2010

Efémera

Está escuro,
Acendo uma vela
No céu puro
Apenas uma estrela

Brilha intensa
Como se fosse chama
Quero que me pertença
Por mim ela reclama

Não consigo tocá-la
A força me está faltando
Sem força e sem fala
Os meus membros não comando

Imóvel me deito
Observando como cintila
Imóvel no meu leito
Meu coração por ela jubila

Incapaz de alcança-la
A noite com ela se findou
A tristeza ainda me abala
E a vela já se apagou...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Fracasso

O fracasso não tem amigos
Mas acompanha-me como o meu melhor
Já não tenho refúgios nem abrigos
A minha vida perdeu toda a cor

Se cada fracasso me ensina,
Algo que precisava de aprender
Não entendo esta sina
Que insiste apenas em fazer-me sofrer

Sinto-me inútil
E um fracassado
Não faço nada de útil
Na minha vida só existe o errado

Se fracassar nos dá a oportunidade
De começar de novo com inteligência
Sou mesmo uma nulidade
Pois não consigo sair desta demência

Apesar de tudo e pouco confiante
Sem sentimento e coração de aço
Estou grato por ter sido perseverante
Por ter feito um esforço digno de ser chamado fracasso...