sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Nascer = Morrer

Nasci morto
À luz de uma vela mortiça,
tenho andado torto
a viver uma vida postiça

Fico preso,
Nesta espécie de alma
Vivo intercalado
Entre o frenético e a calma

Penso profundamente
Para onde a mente me atira
Não seria melhor claramente
Não viver uma vida de mentira?

A mentira persiste,
Confusa da minha subjectividade objectiva
Estou em estado decadente
Pois já nada me cativa...

Enfim, sinto que não sou eu
No fundo é o que queria ser
O tempo já não e meu
Chegou a hora de morrer.

Não quero partir, sem chegar a bom porto
Sinto que não fui um crivo,
Apenas nasci morto
E enterrado vivo...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Apesar

Apesar de sonhar até mesmo o impossível
Apesar de sorrir sem um motivo credível
Apesar de contaminado por um sentimento triste
Creio que a felicidade realmente existe...

Apesar de acreditar e ser traido
Apesar de gostar e não ser correspondido
Apesar de falar e não ser compreendido
Acredito na amizade onde tudo é colorido...

Apesar da leve brisa se transformar em vento forte
Apesar da chuva cair de morte
Apesar da tempestade cair na fraqueza
Acredito nos poderes da Natureza...

Apesar de nascer
Apesar de morrer
Apesar da alma demolida
Continuo a acreditar no dom da vida...

sábado, 22 de novembro de 2008

Amor de Viver

Amo-te tanto que até chega a doer
Doer o meu coração
Que tanto fazes sofrer

Amo-te tanto que chego a chorar
Por não te ter aqui
Para me abraçar

Amo-te tanto que só sei sofrer
Porque te quero
Como não tem mais querer

Mas posso dizer-te que te amo tanto
Que nunca te vou esquecer
Pois esquecer-te seria
Perder todo o amor de viver...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Desilusão

Envolto em desilução
Procuro resolução,
Para problemas
Sem solução.

Suspiro impotente
Perante tal sorte
Leva-me minha mente
Para o caminho da morte.

Morro,
Mas o sentimento persiste
Desesperado corro,
Mas a dor não desiste.

Desesperado e sem vida,
Não tenho significado
Minha alma perdida
Vagueia sem fado...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Frenético

Vivo num ritmo frenético
Sem nunca abrandar
Sinto-me patético
Por não conseguir parar.

Minha vida é um quadro
Em branco, por pintar
Retraio-me e parto
Para onde a mente me levar.

Minha alma é inconstante
Por não abrandar
Procuro a todo o instante
Mas nunca consegui lá chegar...

Procuro a paz
Bem no interior
Sinto que não sou capaz
Minha alma morre de dor...

Morro ao toque de um beijo
Não encontrei o remédio
Abstraio-me e vejo
Que o frenético não passa de tédio!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Palavras Inúteis

São inúteis as palavras
Quando o desejo é maior
São inúteis os gestos
Quando toca ao amor
Inútil é o prazer
Quando inundados em dor...

Inútil é a certeza
Quando a ironia predomina
Inútil é a calma
Quando a força domina
Inutil é a paixão
Quando o coração sofre chacina.

A Solidão é Negra

A solidão é negra
Escura e sombria,
Uma realidade bem dura,
Uma verdade bem fria.

A solidão também mata
Fere, pisa e destroi
Uma ferida que maltrata
Uma ferida que doi.

Este sentimento não o sinto
E é bem duro de roer
Que já o senti não desminto
Mas assim é impossível viver.

A forma como culmina
Dá muito para pensar
Atira para a guilhotina
Quem não se consegue soltar.