sexta-feira, 10 de abril de 2009

Peso...

A morte,
Não mais segredos a revelar que a própria vida.
Preciso de todo o amor e sorte
Para curar esta ferida.

Minha alma tem o peso da luz,
tem o peso da música inaudível
É ela que me guia e conduz
Por um caminho sempre imprevisível

Minha alma tem o peso da palavra nunca dita
Quem sabe prestes a ser dita
Não quero que seja escrita
Apenas que ouçam o que minha boca recita

Minha alma tem o peso de uma lembrança
Tem o peso de uma saudade
Prefiro morrer de esperaça
Que resignar-me a uma atrocidade

Minha alma tem o peso de um olhar
Tem o peso de uma ausência
Não quero continuar a chorar
Da vida quero sentir a essência

Minha alma tem o peso da lágrima que não se chorou
Tem o peso da insatisfação
Tem o peso do coração que parou
No fundo tem o imaterial peso da solidão...

1 comentário:

Mara Gonçalves disse...

Claro que me lembro ;)

Bonitos poemas aqui tens... não sabia que escrevias, foi uma agradável surpresa :) Ver se passo por aqui mais vezes!

Beijinho


ps: sim, foi o pânico... espero que mais nenhum professor se lembre de tal coisa. mas se não fosse assim também não teria entrado para o mundo da blogoesfera, por isso sempre trouxe algo de positivo :)