terça-feira, 28 de setembro de 2010

Efémera

Está escuro,
Acendo uma vela
No céu puro
Apenas uma estrela

Brilha intensa
Como se fosse chama
Quero que me pertença
Por mim ela reclama

Não consigo tocá-la
A força me está faltando
Sem força e sem fala
Os meus membros não comando

Imóvel me deito
Observando como cintila
Imóvel no meu leito
Meu coração por ela jubila

Incapaz de alcança-la
A noite com ela se findou
A tristeza ainda me abala
E a vela já se apagou...

Sem comentários: