domingo, 6 de dezembro de 2009

Tenho sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Tento mas não consigo entender
Onde na vida fui errar

Há sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Quando nada se tem a perder
Não existe mais forma de errar

Sei que um dia
Também vou morrer
Não quero partir todavia
Sem terminar de beber

Enquanto a morte não chega
E não consigo chegar a ti
Sinto o toque leve da vida que me aconchega
E morro no altar de ti!...

domingo, 3 de maio de 2009

Sem Título...

Perdido no escuro
Dei minha inocência
Pensando ser seguro
Segui a tua indecência

Fui contigo
Todo o caminho de olhos vendados
Sem saber que contigo
Econtraria perigos inesperados

Prometeste-me o mundo
Que me farias feliz
Abandonaste-me num buraco sem fundo
Por algo que eu não fiz

Foi bom enquanto durou
Mas a distância não perdoa
O teu coração gelou
E minha alma magoa

Valorizo-te,
Pois és quem mais preciso
Queimaste-me no Inferno
Agora mostra-me um pouco do Paraíso

Pena,
Tempo deitado para tráz das costas
Saudades de teus lábios e pele amena
Pena, já não ser quem gostas...

Momentos que nos marcaram
Irão sempre prevalecer
Bons ou maus significaram
Que nunca te irei esquecer....

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Peso...

A morte,
Não mais segredos a revelar que a própria vida.
Preciso de todo o amor e sorte
Para curar esta ferida.

Minha alma tem o peso da luz,
tem o peso da música inaudível
É ela que me guia e conduz
Por um caminho sempre imprevisível

Minha alma tem o peso da palavra nunca dita
Quem sabe prestes a ser dita
Não quero que seja escrita
Apenas que ouçam o que minha boca recita

Minha alma tem o peso de uma lembrança
Tem o peso de uma saudade
Prefiro morrer de esperaça
Que resignar-me a uma atrocidade

Minha alma tem o peso de um olhar
Tem o peso de uma ausência
Não quero continuar a chorar
Da vida quero sentir a essência

Minha alma tem o peso da lágrima que não se chorou
Tem o peso da insatisfação
Tem o peso do coração que parou
No fundo tem o imaterial peso da solidão...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Se...

Já nem sei o que faço
Se me sufoco é porque não sei respirar
Meu coração um estilhaço
Se respiro é porque não me sei matar

Dúvida que me destroí
Se existo é porque não sei pensar
Meu amor já nada constroí
Se escuto é porque não sei falar

Necessito algum impulso, mas
Se consigo é porque não sei tentar
Nem sei o que me corre no pulso
Se falho é porque não sei escrever ou encenar

Será que deva fugir
Se desapareço é porque não sei andar
Ficar e resistir
Se grito é porque não te sei tratar

Se choro é porque não sei viver
Tristeza que me irá derrubar
Sinto a alma a arder
Pois se falo é porque sei magoar...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Melodia

Foste embora
Sem um motivo plaúsivel
Ficando esse piano, que me conta agora
A tocar invisivel...

No fundo do quarto
Tuge nas entrelinhas do existir
Sobre este sentimento farto
Que a ninguém consege mentir.

Sinto o som da solidão
No breve pestanejar do consciente
Quero-te de volta no meu coração
Quero aquela melodia que me consome completamente.

Um perfume dançante
Convida para uma valsa doce
Mas encontas-te distante
Nem a música te trouxe.

Lágrimas caem pesadas
Por cima das pedras brancas e frias do piano
Nossas almas cansadas
Ardem neste pensamento leviano

Tão bom voltar atrás
Do fundo dos pulmões solto um grito
Sei que não regresarás
Pois o eco é infinito...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ódio

O ódio gasta a lentidão das horas
Magoa mesmo quando não mereces
Ri das dores da vida que choras
Fere tanto a alma que padeces.

O ódio vive de morrer de fúria
Cravando as unhas num sonho ameno
Tanto gosta de propagar a injúria
Que absorve raiva e injecta veneno.

O ódio cria novas teias
Ferindo a paz para transformar em dor
Com toda a raiva que tem nas veias
Cria guerra onde há amor...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quem?

Sou assim,
E não hei de mudar
O que existe em mim
É difícil de explicar

Sou assim elequente,
E o que a boca não fala a mão maneija
O que me faz ser diferente,
É eu não ser aquilo que queres que seja.

Sou algo influenciável
Mas seguindo um caminho recto
Pouco sociável
Com quem não me parece correcto

Sonho ao som de uma balada,
Pois corpo que não sonha é como bandeira sem hino,
Ou casa desabitada
A ruina é seu unico destino.

Não tenho maldade
Não sou de sangue a ferver
As emoções que trago, dão vida à saudade
E as que tive contigo não hei de esquecer...