A morte,
Não mais segredos a revelar que a própria vida.
Preciso de todo o amor e sorte
Para curar esta ferida.
Minha alma tem o peso da luz,
tem o peso da música inaudível
É ela que me guia e conduz
Por um caminho sempre imprevisível
Minha alma tem o peso da palavra nunca dita
Quem sabe prestes a ser dita
Não quero que seja escrita
Apenas que ouçam o que minha boca recita
Minha alma tem o peso de uma lembrança
Tem o peso de uma saudade
Prefiro morrer de esperaça
Que resignar-me a uma atrocidade
Minha alma tem o peso de um olhar
Tem o peso de uma ausência
Não quero continuar a chorar
Da vida quero sentir a essência
Minha alma tem o peso da lágrima que não se chorou
Tem o peso da insatisfação
Tem o peso do coração que parou
No fundo tem o imaterial peso da solidão...
sexta-feira, 10 de abril de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Se...
Já nem sei o que faço
Se me sufoco é porque não sei respirar
Meu coração um estilhaço
Se respiro é porque não me sei matar
Dúvida que me destroí
Se existo é porque não sei pensar
Meu amor já nada constroí
Se escuto é porque não sei falar
Necessito algum impulso, mas
Se consigo é porque não sei tentar
Nem sei o que me corre no pulso
Se falho é porque não sei escrever ou encenar
Será que deva fugir
Se desapareço é porque não sei andar
Ficar e resistir
Se grito é porque não te sei tratar
Se choro é porque não sei viver
Tristeza que me irá derrubar
Sinto a alma a arder
Pois se falo é porque sei magoar...
Se me sufoco é porque não sei respirar
Meu coração um estilhaço
Se respiro é porque não me sei matar
Dúvida que me destroí
Se existo é porque não sei pensar
Meu amor já nada constroí
Se escuto é porque não sei falar
Necessito algum impulso, mas
Se consigo é porque não sei tentar
Nem sei o que me corre no pulso
Se falho é porque não sei escrever ou encenar
Será que deva fugir
Se desapareço é porque não sei andar
Ficar e resistir
Se grito é porque não te sei tratar
Se choro é porque não sei viver
Tristeza que me irá derrubar
Sinto a alma a arder
Pois se falo é porque sei magoar...
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Melodia
Foste embora
Sem um motivo plaúsivel
Ficando esse piano, que me conta agora
A tocar invisivel...
No fundo do quarto
Tuge nas entrelinhas do existir
Sobre este sentimento farto
Que a ninguém consege mentir.
Sinto o som da solidão
No breve pestanejar do consciente
Quero-te de volta no meu coração
Quero aquela melodia que me consome completamente.
Um perfume dançante
Convida para uma valsa doce
Mas encontas-te distante
Nem a música te trouxe.
Lágrimas caem pesadas
Por cima das pedras brancas e frias do piano
Nossas almas cansadas
Ardem neste pensamento leviano
Tão bom voltar atrás
Do fundo dos pulmões solto um grito
Sei que não regresarás
Pois o eco é infinito...
Sem um motivo plaúsivel
Ficando esse piano, que me conta agora
A tocar invisivel...
No fundo do quarto
Tuge nas entrelinhas do existir
Sobre este sentimento farto
Que a ninguém consege mentir.
Sinto o som da solidão
No breve pestanejar do consciente
Quero-te de volta no meu coração
Quero aquela melodia que me consome completamente.
Um perfume dançante
Convida para uma valsa doce
Mas encontas-te distante
Nem a música te trouxe.
Lágrimas caem pesadas
Por cima das pedras brancas e frias do piano
Nossas almas cansadas
Ardem neste pensamento leviano
Tão bom voltar atrás
Do fundo dos pulmões solto um grito
Sei que não regresarás
Pois o eco é infinito...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Ódio
O ódio gasta a lentidão das horas
Magoa mesmo quando não mereces
Ri das dores da vida que choras
Fere tanto a alma que padeces.
O ódio vive de morrer de fúria
Cravando as unhas num sonho ameno
Tanto gosta de propagar a injúria
Que absorve raiva e injecta veneno.
O ódio cria novas teias
Ferindo a paz para transformar em dor
Com toda a raiva que tem nas veias
Cria guerra onde há amor...
Magoa mesmo quando não mereces
Ri das dores da vida que choras
Fere tanto a alma que padeces.
O ódio vive de morrer de fúria
Cravando as unhas num sonho ameno
Tanto gosta de propagar a injúria
Que absorve raiva e injecta veneno.
O ódio cria novas teias
Ferindo a paz para transformar em dor
Com toda a raiva que tem nas veias
Cria guerra onde há amor...
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Quem?
Sou assim,
E não hei de mudar
O que existe em mim
É difícil de explicar
Sou assim elequente,
E o que a boca não fala a mão maneija
O que me faz ser diferente,
É eu não ser aquilo que queres que seja.
Sou algo influenciável
Mas seguindo um caminho recto
Pouco sociável
Com quem não me parece correcto
Sonho ao som de uma balada,
Pois corpo que não sonha é como bandeira sem hino,
Ou casa desabitada
A ruina é seu unico destino.
Não tenho maldade
Não sou de sangue a ferver
As emoções que trago, dão vida à saudade
E as que tive contigo não hei de esquecer...
E não hei de mudar
O que existe em mim
É difícil de explicar
Sou assim elequente,
E o que a boca não fala a mão maneija
O que me faz ser diferente,
É eu não ser aquilo que queres que seja.
Sou algo influenciável
Mas seguindo um caminho recto
Pouco sociável
Com quem não me parece correcto
Sonho ao som de uma balada,
Pois corpo que não sonha é como bandeira sem hino,
Ou casa desabitada
A ruina é seu unico destino.
Não tenho maldade
Não sou de sangue a ferver
As emoções que trago, dão vida à saudade
E as que tive contigo não hei de esquecer...
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Nascer = Morrer
Nasci morto
À luz de uma vela mortiça,
tenho andado torto
a viver uma vida postiça
Fico preso,
Nesta espécie de alma
Vivo intercalado
Entre o frenético e a calma
Penso profundamente
Para onde a mente me atira
Não seria melhor claramente
Não viver uma vida de mentira?
A mentira persiste,
Confusa da minha subjectividade objectiva
Estou em estado decadente
Pois já nada me cativa...
Enfim, sinto que não sou eu
No fundo é o que queria ser
O tempo já não e meu
Chegou a hora de morrer.
Não quero partir, sem chegar a bom porto
Sinto que não fui um crivo,
Apenas nasci morto
E enterrado vivo...
À luz de uma vela mortiça,
tenho andado torto
a viver uma vida postiça
Fico preso,
Nesta espécie de alma
Vivo intercalado
Entre o frenético e a calma
Penso profundamente
Para onde a mente me atira
Não seria melhor claramente
Não viver uma vida de mentira?
A mentira persiste,
Confusa da minha subjectividade objectiva
Estou em estado decadente
Pois já nada me cativa...
Enfim, sinto que não sou eu
No fundo é o que queria ser
O tempo já não e meu
Chegou a hora de morrer.
Não quero partir, sem chegar a bom porto
Sinto que não fui um crivo,
Apenas nasci morto
E enterrado vivo...
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Apesar
Apesar de sonhar até mesmo o impossível
Apesar de sorrir sem um motivo credível
Apesar de contaminado por um sentimento triste
Creio que a felicidade realmente existe...
Apesar de acreditar e ser traido
Apesar de gostar e não ser correspondido
Apesar de falar e não ser compreendido
Acredito na amizade onde tudo é colorido...
Apesar da leve brisa se transformar em vento forte
Apesar da chuva cair de morte
Apesar da tempestade cair na fraqueza
Acredito nos poderes da Natureza...
Apesar de nascer
Apesar de morrer
Apesar da alma demolida
Continuo a acreditar no dom da vida...
Apesar de sorrir sem um motivo credível
Apesar de contaminado por um sentimento triste
Creio que a felicidade realmente existe...
Apesar de acreditar e ser traido
Apesar de gostar e não ser correspondido
Apesar de falar e não ser compreendido
Acredito na amizade onde tudo é colorido...
Apesar da leve brisa se transformar em vento forte
Apesar da chuva cair de morte
Apesar da tempestade cair na fraqueza
Acredito nos poderes da Natureza...
Apesar de nascer
Apesar de morrer
Apesar da alma demolida
Continuo a acreditar no dom da vida...
Subscrever:
Mensagens (Atom)