Já nem sei o que faço
Se me sufoco é porque não sei respirar
Meu coração um estilhaço
Se respiro é porque não me sei matar
Dúvida que me destroí
Se existo é porque não sei pensar
Meu amor já nada constroí
Se escuto é porque não sei falar
Necessito algum impulso, mas
Se consigo é porque não sei tentar
Nem sei o que me corre no pulso
Se falho é porque não sei escrever ou encenar
Será que deva fugir
Se desapareço é porque não sei andar
Ficar e resistir
Se grito é porque não te sei tratar
Se choro é porque não sei viver
Tristeza que me irá derrubar
Sinto a alma a arder
Pois se falo é porque sei magoar...
3 comentários:
=D
enfim... Profundo, isso foi numa noite em que as tuas pernas estavam a comer fritos?
eu depois comento isto melhor
Cumps \m/
Sentado à berma da tristeza
Aguardo a bondade de alguém
Que me empurre ou me levante,
Que seja a minha vontade e avante.
Mas que me salve desta incerteza,
A inércia de quem se não tem
Em conformada demasia:
Pois que ou me afogue na infelicidade,
Essa sorte salgada,
Ou lhe vire as costas e a castidade.
Mas não apodreça no nada
Desta berma vazia!
Sentado à beira da tristeza
Como se não houvesse mais onde descansar,
Como se gostasse de a ver passar
Em lamúrias vagarosas,
Como se quisesse a certeza
De que sei não plantar apenas rosas.
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