Se o amor tivesse um poema
Este seria o poema
E se tu meu amor, escapasses
Seria um problema.
Esperaria eternamente junto a uma janela
Para que voltasses, a voar
E viesses para ficar.
Escorrer lágrimas molhadas
Do meu peito e do meu olhar
Se não estás por perto,
Tornasse difícil o respirar.
Demora o tempo que precisares,
Podes atrasar-te assim...
Não existe escala que meça a magnitude da latitude
Do meu amor por ti.
Devemos existir no mesmo tempo e espaço
Dizem que não és certa para mim,
Já nem sei o que faço...
Quero fazer amor com a tua existência,
Embrulhar-me nas cores das tuas energias,
Depois recordar e masturbar-me com as memórias...
Quero perder-me a mim mesmo dentro de ti,
Até que me encontres e me deixes confinado à liberdade da tua prisão,
Até que todos os nossos pensamentos entrem em colisão.
Quero beber o suor do teu intelecto,
Ver o reflexo da luz da paixão em teu pescoço,
Gemido em uníssono eu ouço,
Despido até à nudez do amor puro,
Sente agora meu corpo duro, que arde...
Quero fazer amor com a minha cara metade.
Quero terminar e chegar ao clímax das palavras e ideias sem solução,
Quero que tu e eu sejamos um com a meditação.
Não quero sair deste infindável labirinto,
Porque isto é poesia
E é assim que eu a sinto.
domingo, 12 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
Pergunto-me, porque só escrevo sobre temas tristes?
Talvez seja, por ser apenas um ser miserável, sem nada mais para dar...
Ou talvez, por me cravares todos os pregos que conseguiste encontrar, até me deixares imóvel, preso a este chão imundo e fétido...
Ou talvez seja, por estar cheio de estar tão vazio, tão vazio que não existe mais espaço para a felicidade...
Felicidade essa que conseguiste espremer até à última gota, ficando apenas um coração podre, frio e cinzento...
Pergunto-me, porque só escrevo sobre temas tristes?
Talvez seja, por ser apenas um ser miserável, sem nada mais para dar...
Ou talvez, por me cravares todos os pregos que conseguiste encontrar, até me deixares imóvel, preso a este chão imundo e fétido...
Ou talvez seja, por estar cheio de estar tão vazio, tão vazio que não existe mais espaço para a felicidade...
Felicidade essa que conseguiste espremer até à última gota, ficando apenas um coração podre, frio e cinzento...
Pergunto-me, porque só escrevo sobre temas tristes?
terça-feira, 16 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Partiste num silêncio duro
Não deixaste melodia
Fiquei assim no escuro
Sem ver a luz do dia
Quando tocavas
Ouvia o sentimento
Do amor que transbordavas
Mas nunca o do arrependimento
Por não saber tocar
Vivia na ilusão
Que só poderias criar
Música para o coração
Enganado com leviandade
Descobri com a minha destreza
Que as teclas brancas são a felicidade
E as pretas a tristeza
E para meu grande engano
Surpresa e angustia
Aprendi que a vida é um piano
Onde as teclas pretas também fazem música...
Não deixaste melodia
Fiquei assim no escuro
Sem ver a luz do dia
Quando tocavas
Ouvia o sentimento
Do amor que transbordavas
Mas nunca o do arrependimento
Por não saber tocar
Vivia na ilusão
Que só poderias criar
Música para o coração
Enganado com leviandade
Descobri com a minha destreza
Que as teclas brancas são a felicidade
E as pretas a tristeza
E para meu grande engano
Surpresa e angustia
Aprendi que a vida é um piano
Onde as teclas pretas também fazem música...
sexta-feira, 29 de março de 2013
Finalmente entendi que esquecer
Não significa ignorar um telefonema
É aceitar que te perdi
Encará-lo sem problema
Esquecer não é evitar encontros casuais
É poder partilhar o mesmo ambiente
É não incomodar os demais
Conseguir manter-me indiferente
Aprendi que quando se esquece alguém
Se atende sempre a chamada
Tu já não és ninguém
A voz já não me falha nem nada...
Descobri que encontros esporádicos
Não são coisas do passado, mas modernas
Já não me lembram velhos hábitos
Já não me fazem tremer as pernas
Para meu louvor
Não escorre por ti mais uma lágrima molhada
Apenas descobri que a parte mais triste do amor
É não se sentir nada...
Não significa ignorar um telefonema
É aceitar que te perdi
Encará-lo sem problema
Esquecer não é evitar encontros casuais
É poder partilhar o mesmo ambiente
É não incomodar os demais
Conseguir manter-me indiferente
Aprendi que quando se esquece alguém
Se atende sempre a chamada
Tu já não és ninguém
A voz já não me falha nem nada...
Descobri que encontros esporádicos
Não são coisas do passado, mas modernas
Já não me lembram velhos hábitos
Já não me fazem tremer as pernas
Para meu louvor
Não escorre por ti mais uma lágrima molhada
Apenas descobri que a parte mais triste do amor
É não se sentir nada...
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Eu tentei dizer
Eu tentei dizer
Algo que não pode ser dito
Gritar o que não pode ser ouvido
Tentei dizer algo que as palavras não dizem
Eu tentei dizer
O que não pode ser entendido pelo coração
O que não pode ser pensado pela razão
O que não pode ser consciencializado pelo inconsciente
Eu tentei dizer
Tudo o que não pode ser expresso
Tudo o que não faz qualquer nexo
E as palavras que encontrei para dize-lo
Não foram palavras nenhumas
Eu tentei dizer
Coisa nenhuma...
Algo que não pode ser dito
Gritar o que não pode ser ouvido
Tentei dizer algo que as palavras não dizem
Eu tentei dizer
O que não pode ser entendido pelo coração
O que não pode ser pensado pela razão
O que não pode ser consciencializado pelo inconsciente
Eu tentei dizer
Tudo o que não pode ser expresso
Tudo o que não faz qualquer nexo
E as palavras que encontrei para dize-lo
Não foram palavras nenhumas
Eu tentei dizer
Coisa nenhuma...
segunda-feira, 21 de março de 2011
Suplício, Martírio...
Abandonado e sem rumo
Assim vou sobrevivendo
As ideias não as arrumo
Deixo-as na noite ao relento
Sabendo que a vida é um suplício, um martírio,
O desejo é só um o do suicídio...
O sol já se foi
E as flores do nosso amor murcharam
Só eu sei como dói
As ausências dos que pereceram
Sabendo que a vida é um suplício, um martírio,
O desejo é só um o do suicídio...
Deveria ter-me afogado
Em todos os rios de água pura
Do nosso reino encantado
Evitando assim esta realidade dura
Sabendo que a vida é um suplício, um martírio,
O desejo é só um o do suicídio...
Sim podia ter tentado
E desistido da minha vida por nós
Mas porquê perder o meu tempo desequilibrado
Quando o mundo que temos é teu, e é atroz?
Sabendo que a vida é um martírio, um suplício,
O desejo é só um o do suicídio...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Medo
Tenho medo,
Medo de abrir o jogo,
Medo de arder no teu fogo.
Tenho medo,
Medo de lutar,
Medo de ser fustigado,
Tenho medo, medo de ser derrotado.
Tenho medo,
Medo das tuas palavras,
Tenho saudades de quando me tocavas...
Tenho medo,
Medo da perfeição,
Medo da rejeição,
Medo de não valer nada de jeito...
O mundo que me rodeia está longe de ser perfeito.
Tenho medo,
Medo de me perder,
Medo de me encontrar,
Tenho medo de não ter
Medo de não ter, nada mais para oferecer.
Tenho medo do desespero,
Tenho medo da loucura,
Tenho medo desta dor
Que no meu peito ainda perdura.
Tenho medo,
Medo de ficar no teu colo,
Tenho medo,
Tenho muito medo,
Medo de estar a perder o controlo!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Interesse
Parece interessar o que faço
Então estou a guardar para ti
Pois parece ser o último pedaço que existe
E ainda não tiveste oportunidade de prová-lo
Fragmentos de uma vida que não devias ter desperdiçado.
Parece interessar o que digo
Então prendo a minha língua forte
Prefiro beijar a tua testa levemente
Para que as tuas dúvidas não venham escurecer o teu dia
Para que possas levantar a cabeça e enfrentar o que aí vem.
Parece interessar onde vou
Então vou sempre deixar-te saber
Que o local onde estou nunca é longe
Tu sabes que não estás sozinha não te assustes
Vou encontrar-te não importa onde estejas.
Talvez nada disto seja relevante
Mas sou capaz de fazê-lo
Estou disposto a aceitar o que aí vem
Preciso de ser feliz
Por isso entrego-me a ti completamente...
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A tal
Impossível
Pensar com a cabeça
E não com o coração
Não quando és tu
Tu, que estás em questão
Que me retiras a noção
De rima e de métrica
Que me roubas a veia poética
Desejo-te sem pensar
Nem presente nem passado
Conseguem apagar o que sinto
Grito-o bem alto
E não minto
Quero que todos saibam
Que és a tal
Não consigo explicar
Algo que não é racional
Retiras-me a noção
De moral e de ética
Sim tu,
Que me retiras a veia poética.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Metamorfose
Estou em estado de metamorfose
Esta mudança é inevitável
Não que eu assim o quisesse
Mas as circunstâncias da vida assim o ditaram
No momento em que te perdi
Odiar-te foi inevitável
E fui assolado por sentimentos que nem sabia que existiam
É duro aceitar esta metamorfose
Entre outras coisas, para mim
Eras uma janela através da qual podia ver o mundo
Sozinho não o poderia fazer
É verdade a forma como me sinto
Perdidamente apaixonado, mas por outro lado
Um naufrago encantado por uma ninfa e deixado a morrer na solidão de uma ilha deserta
O som da tua voz ainda está pintado na minhas memórias
E agora mesmo que não estejas comigo, eu estou contigo.
Anseio ouvir esse piano tocar
E soa tão bem
Essa melodia que não me pode enganar, pois
Como te conheço a ti não conheço ninguém
Estou em metamorfose, dolorosa
Que me deixa numa tremenda agonia
Pois amanheço prosa
E anoiteço poesia...
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Insónia
Tenho insónias
E não consigo dormir
São tantas as agonias
Que me vêem possuir
Agonias de ser
Quem sabe de viver
Não sei o que estou a fazer
Estou prestes a morrer
Sem dar conta adormeço
Todo o meu eu se apazigua
Sinto-me de novo no berço
Que me embala aquela mão, a tua
O mal estar, a tortura
A impiedosa agonia
Já cessaram, e também a loucura
Que no meu cérebro ardia
E o delírio que é viver
Que na minha mente existia
Começou a desaparecer
À medida que adormecia
Que bom não sentir
Mais dor nesta ferida
Pois quando estou a dormir
Não penso na vida...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Efémera
Está escuro,
Acendo uma vela
No céu puro
Apenas uma estrela
Brilha intensa
Como se fosse chama
Quero que me pertença
Por mim ela reclama
Não consigo tocá-la
A força me está faltando
Sem força e sem fala
Os meus membros não comando
Imóvel me deito
Observando como cintila
Imóvel no meu leito
Meu coração por ela jubila
Incapaz de alcança-la
A noite com ela se findou
A tristeza ainda me abala
E a vela já se apagou...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Fracasso
O fracasso não tem amigos
Mas acompanha-me como o meu melhor
Já não tenho refúgios nem abrigos
A minha vida perdeu toda a cor
Se cada fracasso me ensina,
Algo que precisava de aprender
Não entendo esta sina
Que insiste apenas em fazer-me sofrer
Sinto-me inútil
E um fracassado
Não faço nada de útil
Na minha vida só existe o errado
Se fracassar nos dá a oportunidade
De começar de novo com inteligência
Sou mesmo uma nulidade
Pois não consigo sair desta demência
Apesar de tudo e pouco confiante
Sem sentimento e coração de aço
Estou grato por ter sido perseverante
Por ter feito um esforço digno de ser chamado fracasso...
domingo, 6 de dezembro de 2009
Tenho sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Tento mas não consigo entender
Onde na vida fui errar
Há sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Quando nada se tem a perder
Não existe mais forma de errar
Sei que um dia
Também vou morrer
Não quero partir todavia
Sem terminar de beber
Enquanto a morte não chega
E não consigo chegar a ti
Sinto o toque leve da vida que me aconchega
E morro no altar de ti!...
E uma mulher para amar
Tento mas não consigo entender
Onde na vida fui errar
Há sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Quando nada se tem a perder
Não existe mais forma de errar
Sei que um dia
Também vou morrer
Não quero partir todavia
Sem terminar de beber
Enquanto a morte não chega
E não consigo chegar a ti
Sinto o toque leve da vida que me aconchega
E morro no altar de ti!...
domingo, 3 de maio de 2009
Sem Título...
Perdido no escuro
Dei minha inocência
Pensando ser seguro
Segui a tua indecência
Fui contigo
Todo o caminho de olhos vendados
Sem saber que contigo
Econtraria perigos inesperados
Prometeste-me o mundo
Que me farias feliz
Abandonaste-me num buraco sem fundo
Por algo que eu não fiz
Foi bom enquanto durou
Mas a distância não perdoa
O teu coração gelou
E minha alma magoa
Valorizo-te,
Pois és quem mais preciso
Queimaste-me no Inferno
Agora mostra-me um pouco do Paraíso
Pena,
Tempo deitado para tráz das costas
Saudades de teus lábios e pele amena
Pena, já não ser quem gostas...
Momentos que nos marcaram
Irão sempre prevalecer
Bons ou maus significaram
Que nunca te irei esquecer....
Dei minha inocência
Pensando ser seguro
Segui a tua indecência
Fui contigo
Todo o caminho de olhos vendados
Sem saber que contigo
Econtraria perigos inesperados
Prometeste-me o mundo
Que me farias feliz
Abandonaste-me num buraco sem fundo
Por algo que eu não fiz
Foi bom enquanto durou
Mas a distância não perdoa
O teu coração gelou
E minha alma magoa
Valorizo-te,
Pois és quem mais preciso
Queimaste-me no Inferno
Agora mostra-me um pouco do Paraíso
Pena,
Tempo deitado para tráz das costas
Saudades de teus lábios e pele amena
Pena, já não ser quem gostas...
Momentos que nos marcaram
Irão sempre prevalecer
Bons ou maus significaram
Que nunca te irei esquecer....
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Peso...
A morte,
Não mais segredos a revelar que a própria vida.
Preciso de todo o amor e sorte
Para curar esta ferida.
Minha alma tem o peso da luz,
tem o peso da música inaudível
É ela que me guia e conduz
Por um caminho sempre imprevisível
Minha alma tem o peso da palavra nunca dita
Quem sabe prestes a ser dita
Não quero que seja escrita
Apenas que ouçam o que minha boca recita
Minha alma tem o peso de uma lembrança
Tem o peso de uma saudade
Prefiro morrer de esperaça
Que resignar-me a uma atrocidade
Minha alma tem o peso de um olhar
Tem o peso de uma ausência
Não quero continuar a chorar
Da vida quero sentir a essência
Minha alma tem o peso da lágrima que não se chorou
Tem o peso da insatisfação
Tem o peso do coração que parou
No fundo tem o imaterial peso da solidão...
Não mais segredos a revelar que a própria vida.
Preciso de todo o amor e sorte
Para curar esta ferida.
Minha alma tem o peso da luz,
tem o peso da música inaudível
É ela que me guia e conduz
Por um caminho sempre imprevisível
Minha alma tem o peso da palavra nunca dita
Quem sabe prestes a ser dita
Não quero que seja escrita
Apenas que ouçam o que minha boca recita
Minha alma tem o peso de uma lembrança
Tem o peso de uma saudade
Prefiro morrer de esperaça
Que resignar-me a uma atrocidade
Minha alma tem o peso de um olhar
Tem o peso de uma ausência
Não quero continuar a chorar
Da vida quero sentir a essência
Minha alma tem o peso da lágrima que não se chorou
Tem o peso da insatisfação
Tem o peso do coração que parou
No fundo tem o imaterial peso da solidão...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Se...
Já nem sei o que faço
Se me sufoco é porque não sei respirar
Meu coração um estilhaço
Se respiro é porque não me sei matar
Dúvida que me destroí
Se existo é porque não sei pensar
Meu amor já nada constroí
Se escuto é porque não sei falar
Necessito algum impulso, mas
Se consigo é porque não sei tentar
Nem sei o que me corre no pulso
Se falho é porque não sei escrever ou encenar
Será que deva fugir
Se desapareço é porque não sei andar
Ficar e resistir
Se grito é porque não te sei tratar
Se choro é porque não sei viver
Tristeza que me irá derrubar
Sinto a alma a arder
Pois se falo é porque sei magoar...
Se me sufoco é porque não sei respirar
Meu coração um estilhaço
Se respiro é porque não me sei matar
Dúvida que me destroí
Se existo é porque não sei pensar
Meu amor já nada constroí
Se escuto é porque não sei falar
Necessito algum impulso, mas
Se consigo é porque não sei tentar
Nem sei o que me corre no pulso
Se falho é porque não sei escrever ou encenar
Será que deva fugir
Se desapareço é porque não sei andar
Ficar e resistir
Se grito é porque não te sei tratar
Se choro é porque não sei viver
Tristeza que me irá derrubar
Sinto a alma a arder
Pois se falo é porque sei magoar...
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Melodia
Foste embora
Sem um motivo plaúsivel
Ficando esse piano, que me conta agora
A tocar invisivel...
No fundo do quarto
Tuge nas entrelinhas do existir
Sobre este sentimento farto
Que a ninguém consege mentir.
Sinto o som da solidão
No breve pestanejar do consciente
Quero-te de volta no meu coração
Quero aquela melodia que me consome completamente.
Um perfume dançante
Convida para uma valsa doce
Mas encontas-te distante
Nem a música te trouxe.
Lágrimas caem pesadas
Por cima das pedras brancas e frias do piano
Nossas almas cansadas
Ardem neste pensamento leviano
Tão bom voltar atrás
Do fundo dos pulmões solto um grito
Sei que não regresarás
Pois o eco é infinito...
Sem um motivo plaúsivel
Ficando esse piano, que me conta agora
A tocar invisivel...
No fundo do quarto
Tuge nas entrelinhas do existir
Sobre este sentimento farto
Que a ninguém consege mentir.
Sinto o som da solidão
No breve pestanejar do consciente
Quero-te de volta no meu coração
Quero aquela melodia que me consome completamente.
Um perfume dançante
Convida para uma valsa doce
Mas encontas-te distante
Nem a música te trouxe.
Lágrimas caem pesadas
Por cima das pedras brancas e frias do piano
Nossas almas cansadas
Ardem neste pensamento leviano
Tão bom voltar atrás
Do fundo dos pulmões solto um grito
Sei que não regresarás
Pois o eco é infinito...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Ódio
O ódio gasta a lentidão das horas
Magoa mesmo quando não mereces
Ri das dores da vida que choras
Fere tanto a alma que padeces.
O ódio vive de morrer de fúria
Cravando as unhas num sonho ameno
Tanto gosta de propagar a injúria
Que absorve raiva e injecta veneno.
O ódio cria novas teias
Ferindo a paz para transformar em dor
Com toda a raiva que tem nas veias
Cria guerra onde há amor...
Magoa mesmo quando não mereces
Ri das dores da vida que choras
Fere tanto a alma que padeces.
O ódio vive de morrer de fúria
Cravando as unhas num sonho ameno
Tanto gosta de propagar a injúria
Que absorve raiva e injecta veneno.
O ódio cria novas teias
Ferindo a paz para transformar em dor
Com toda a raiva que tem nas veias
Cria guerra onde há amor...
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